25 de outubro de 2009

Eu acredito :$

Estou perdida, não sei o que se anda a passar comigo. Queria voltar a ter de novo aquela felicidade, aquele carinho, aqueles tempos em que eu realmente era feliz. Quando me lembro de tudo o que vivemos, do quanto arriscamos, de cada segundo que juntos passamos, de cada momento, de cada jura de amor eterno. Não consigo controlar-me, as lágrimas começam a cair abundantemente pela minha cara, ouço-as quando tocam no chão com um barulho tremendo. Começo a escrever palavras soltas, utilizo o papel como um refugio à dor. Grito, tu não me ouves.
(onde estás?)
Gostava de te puder tocar como antes, dizer que és o meu namorado, a minha estrelinha, o meu porto seguro. Num instante, olho à minha volta. Tinha esperança que por entre paredes, te iria encontrar. Num momento de tristeza, deparo-me com a derradeira realidade.
(tu não estás lá, afinal nunca tiveste. Não hoje, não quando eu preciso mais de ti)
O coração começa a bater mais forte, a tua imagem começa a vaguear na minha mente sem qualquer destino, a fraqueza começa a apoderar-se de mim. Tento esconder-me do mundo, viver num silêncio profundo, pensar com clareza. As pernas começam a tremer, preciso de ouvir o som da tua voz, de te ver por um minuto que seja. Corro sem rumo, procuro-te por todo o lado. Passado algum tempo, já com a cara toda molhada, páro.
(não estás aqui, não adianta)
"Segue em frente, tu és forte, vais conseguir", ouço vezes sem conta o mesmo. Tento seguir em frente, afinal se toda a gente me diz o mesmo eu serei capaz (acreditava eu). Os dias passam, conto os segundos, os minutos, as horas. Aguardo ansiosamente, uma palavra tua.
(não me falas)
Perco a esperança, esboço um sorriso (falso) para esconder a mágoa que sentia naquele momento. A revolta e a dor de não querer sentir o que sinto. Porquê? Pergunto-me uma, duas, três vezes. Sou apenas um ser humano, em busca da felicidade, da tão falada felicidade. Caminho, por estradas obscuras, recordo tudo aquilo que me fez sentir a pessoa mais feliz do mundo. Aí sim, naqueles dias, eu tinha a força para ir contra tudo e todos. Aí sim, eu sentia-me forte e pronta para derrotar um mundo inteiro. Eras o meu incentivo para batalhar, a minha força.
(e agora?)
Não posso agarrar mais na tua mão, sei que ela não está lá para mim. Queria puder dizer novamente, sem medos, que sou verdadeiramente feliz, que te tenho do meu lado, e desta vez «para sempre». São sonhos, sonhos dos quais durante uma vida eu sempre acreditei com tudo o que tinha, sempre defendi com unhas e dentes. Por muitas vezes que eu ouvisse: "Nada dura para sempre, tudo tem um fim". Nunca desisti, não quando eu ainda tinha forças para lutar, quando ainda sentia a tua presença junto de mim.Vem, dá-me a tua mão, caminha comigo, vamos construir o nosso futuro. Vamos realizar todos aqueles sonhos que tinhamos em conjunto, vamos cumprir todas aquelas promessas que fizemos.
(diz-me que nada foi em vão)
Eu continuo a ter aquela pequena esperança, por mais que o tempo passe, eu continuo a acreditar em nós como no primeiro dia. Vejo-te sempre com o mesmo carinho, por muito que o evite, os meus olhos ainda brilham por ti.
(escuto o bater do meu coração)
Começa a bater com mais intensidade quando me falas, nem que me digas só um simples «olá». Põe a tua mão no meu peito, sente o meu coração, tenta decifrar o que ele te quer transmitir. Sobre o meu rosto humido, coloca a outra mão.
(faz-me festinhas, acalma-me como só tu o sabes fazer)
As saudades aumentam consideravelmente, começo a perder o controlo de mim mesma. Quero agir sem pensar, num impulso ir ao teu encontro. Será que devo? Não me custa tentar, sempre ouvi falar que no amor vale tudo. Algo me diz: «não desistas, o que vocês tinham era tão unico, tão verdadeiro».
(minto a mim mesma)
Eu consigo ser feliz com ou sem ti, afinal cada um é dono da sua felicidade e essa mesma não deve depender de ninguém. A verdade é que és o unico capaz de me fazer feliz, de me fazer rir com toda a intensidade, que me faz chorar de emoção. É estranho, patético até mas nunca imaginei sentir o que sinto, a amar alguém da mesma forma que te amo a ti. É diferente, mas único. É a isto que chamam de «amor verdadeiro»? És diferente dos outros rapazes, nunca duvidei disso. Apesar de tudo, ainda és o rapaz dos meus sonhos, o verdadeiro homem da minha vida.Para mim, isto é um rascunho da minha vida. Queria apenas que percebesses que eu ainda te amo com tudo que tenho, por muito que não o demonstre. Para mim, ainda és a minha felicidade, a minha vida.
Uma história sem final feliz?
Não depende de mim, apenas de ti.

« Quero chegar contigo, onde só chega quem não tem medo de naufragar »

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu mostrei-te um pouco de mim, atreve-te agora a mostrares-me um pouco de ti também.