16 de fevereiro de 2010

João Franco, são seis.

E hoje foi um daqueles dias em que eu acordei com imensas saudades tuas, que eu acordei como se tivesse adormecido contigo e quando acordei já não estavas lá, simplesmente tinhas partido para bem longe sem sequer me dizeres adeus e foi então que eu não consegui suportar a dor da tua ausência, principalmente sendo o dia que é e tu sabes bem ao que me refiro. Sentia falta de acordar com imensas mensagens tuas a dizeres que me amavas, em que eras super querido e me dizias coisas que outrora nunca me tinham dito. Tu sabes, tu sabes do que eu falo melhor que ninguém afinal foram muitas as mensagens mútuas em que juramos coisas sem fim, em que juramos nunca nos largar e sim iríamos aguentar toda a distância por mais que ela fosse, NADA nem NINGUÉM se iria meter entre um nós que se formou numa bela manhã.
Oh, como eu gostava que voltasses a abraçar-me e me fizesses sentir protegida, como eu gostava de puder gritar que te amo, que te quero e que te sonho, como eu gostava que nada do que tínhamos construído fosse em vão e voltasses para terminar esta nossa história de amor que eu ainda acredito que não morreu apenas permanece adormecida num tempo incerto numa escuridão profunda. Fazias-me sentir tão feliz, tão confiante, tão segura de mim mesma. Eras o meu anjinho da guarda, sabes?
E são ainda muitas as noites que eu sonho contigo, com um nós e com um Futuro. Nem tu sabes o quanto às vezes tento não chorar, por saber que não estás aqui, que já não te posso tocar como antes, que não posso dizer que és o HOMEM DA MINHA VIDA sem medos do que pode vir a acontecer, do que me possas vir a dizer, tenho medo de não viver por ti e não pertencer como pertencia à tua vida. Nem sabes o quanto eu tento aguentar viver sem ti, sem as tuas palavras e sem a tua voz e se queres que te diga, tenho que me alimentar de recordações passadas para muitas vezes conseguir sobreviver sem ti. Eras e ainda és a minha vida e o meu mundo.
E lembras-te da primeira vez que tivemos juntos, foi à exactamente seis meses atrás que tudo começou, que te senti junto a mim e lembro-me como se tivesse sido ontem de tudo até ao mais pequeno e simples pormenor. A primeira palavra, a primeira troca de olhares, o primeiro sorriso em conjunto. Foi no parque do intermarché, estava nervosa e a tremer por tudo quanto é sitio, doía-me imenso a barriga e a falta de apetite era notável, nunca me tinha sentido assim, não conseguia evitar e controlar o que sentia, tinha que ir ao teu encontro e dar-te um abraço tão apertado e saber que aquilo não era um sonho, era bem real. Estavas ali à minha frente e finalmente te podia tocar como sempre o quis fazer, eras o rapaz mais importante de toda a minha vida. Quando eu sai de lá de dentro e te vi ao longe sentado na beira do parque de estacionamento, senti o meu coração a bater de forma irregular, mais acelerado do que era costume, e em passos largos dirigi-me a ti. Estavas ali e eu nem queria acreditar, cheguei ao pé de ti e tu levantas-te, dirigiste-te a mim e deste-me um grande abraço já com as lágrimas nos olhos e sussurras-te ao meu ouvido: EU AMO-TE. Foi a primeira palavra tua para mim, e ainda hoje sinto a tua doce voz no meu ouvido, sem tirar nem pôr sempre que me lembro de tudo aquilo que passamos. Estavas a ouvir a nossa música e eu nem por nada deste mundo te queria largar, eras tu que estavas ali comigo e eu queria que o tempo parasse exactamente naquele instante para que pudesses estar sempre do meu lado. Lembras-te de quando eu te largava por um segundo a mão para arranjar o cabelo e tu voltavas a pegar na minha mão sem sequer me dares tempo e me dizias: Tu prometes-te não largar a minha mão nem por um minuto que seja. Oh, como eu tenho saudades de te tocar com o mesmo carinho de antes, como eu tenho saudades da tua mão suave a passar pelo meu rosto e a ternura com que me davas a mão e me abraçavas. Foi sem duvida o melhor dia de toda a minha vida, o dia em que eu me senti mais viva que nunca e que eu não queria que acabasse jamais. Não suportava a dor de ter que me despedir de ti e ter que deixar tudo aquilo que me fazia feliz para trás, era duro só de pensar que tinha que pôr para trás todos aqueles momentos, que apesar de terem sido curtos foram tudo mas tudo mesmo. Tu sabes João, sabes melhor que ninguém tudo aquilo que eu senti naquela tarde, conseguias ver através dos meus olhos que eras o meu mais que tudo e que te amava como sempre quiseste, amava-te mais do que alguma vez alguém te amou, vias os meus olhos com um brilho fora do normal, era o brilho a simbolizar o meu amor por ti. Quero que recues no tempo por um segundo que seja e voltes ao museu exactamente no ponto, em que eu escrevi no livro do museu: eu gosto muito do João Franco e quando nos sentamos nas escadas do museu e olhas-te para mim e disses-te:
« Ariana posso perguntar-te uma coisa? »
« Sim, diz. »
« Casas comigo? »
« Oh, claro que sim. »
« Eu estou a falar muito a sério. Queres mesmo? »
« Claro que sim, é tudo o que mais quero. »
A felicidade que me transmitias reflectia-se no olhar, eras tudo o que eu sempre sonhei num rapaz e estavas ali comigo, a fazer promessas e mais promessas de que íamos ficar juntos, e a distância era um pequeno obstáculo que juntos iríamos superar. Trocamos umas quantas carícias, beijamo-nos sem qualquer medo e deixamo-nos levar pelo coração, era ele que agora comandava o nosso corpo, os nossos actos e fomos ao encontro um do outro sempre, era o nosso destino que nos fazia ficar sempre juntos. Mas o tempo não parava e as horas continuavam a passar e a despedida não demorou a acontecer, não queria acreditar que teria que me separar de ti, dei-te um ultimo abraço, um ultimo beijo e parti sempre a olhar para trás para te ver uma ultima vez, as lágrimas tomaram conta do meu corpo, o meu pensamento paralisou e o meu coração foi entregue a ti, ias embora e eu não sabia quando te ia voltar a ver e era como se me dessem uma facada no peito, a dor era profunda.
E assim foi, fui embora deixando-te para trás, com as lágrimas a escorrerem-me pelo rosto incontrolavelmente e relembrei tudo o que passamos naquele dia, era isso que me fazia bem, era isso que me fazia aguentar estar longe de ti, era apenas isso.
Os dias iam passando, as saudades iam apertando e o sentimento que por ti nutria ia crescendo cada vez mais, eras a cada dia que passava mais especial e estavas a tornar-te no meu vício mais natural, fazias-me sorrir só com uma única palavra tua e mais nada importava desde que tivesse contigo. Foi então que a tarde repetiu-se, voltei a reencontrar-te e tal como te tinha prometido dias antes por mensagem, e mal ouvi gritar pelo meu nome, olhei para trás e vi que eras tu, comecei a correr sem que nada se metesse no meio, saltei para o teu colo e abracei-te como se já não te visse à anos, as saudades eram já tantas, que não conseguia largar-te. Estavas ali novamente tão perto de mim e eu só queria que aquele momento durasse para sempre. E mais uma vez não tinha fome, não tinha sede e não queria saber de mais nada apenas de ti, estava rodeada de imensa gente mas eras a única pessoa que me importava, fazias um Mundo aparte, um só nosso sabes? Foi outro dia que me fez mais feliz que nunca, que me fez amar-te mais e mais e que nos tornamos num só, cada vez mais forte, e então fizemos as juras mais lindas, as juras mais sinceras, as juras de amor eterno enquanto encostava a minha cabeça sobre o teu corpo, e ouvia o bater do teu coração, as lágrimas constantes e mútuas e prometemos aguentar tudo o que poderia vir acontecer em nome do nosso amor, em nome de um nós que ali se formou cada vez mais indestrutível e cada um levou consigo uma estrela que encontramos ali, naquele mesmo sitio, que nos juntou ainda mais e de uma forma única. Mas a despedida não tardou em aparecer de novo, e desta vez ainda custou mais, estávamos mais ligados e as lágrimas não paravam de cair. Quem nos visse percebia logo o quanto nos amávamos, estava nos nossos olhos o nosso amor, eramos almas gémeas e isso nunca ninguém vai conseguir mudar sabes bem disso. Entreguei-me assim ao amor que nos unia, e dei tudo de mim para ficar perto de ti, mas esse tudo não chegou afinal já não estás aqui ao meu lado e isto agora não passam de lembranças de momentos que passamos.
« Desculpa se errei, chorei ou cresci, nada do que fiz merecias, nada do que eu era merecias, e sim tens razão, permanece, apenas se esconde, com medo. »
« Desculpa se fracassei quando te tinha. »
« Desculpa se fui como fui, se fiz o que fiz. »
« Desculpa não ter dito mais cedo que te amava, não o fiz por medo. »
« Desculpa acabar sem razão e amar- te mais desde então. »
« Desculpa querer-te só para mim e amar-te sem qualquer fim. »
« Desculpa ser assim o destino, e tudo ter ficado pelo caminho. »
« Desculpa se ainda acredito em nós, se a esperança ainda não morreu. »
« Desculpa isso ser mútuo. »
« Desculpa se não sou aquilo que tu sonhavas. »
« DESCULPA SE O ÈS ! »
« DESCULPA SE ÉS TUDO AQUILO QUE EU QUERO ! »
« Lembras-te dos " da-me 5 min.". Preciso deles. »
« Eu lembro-me de tudo o que passamos, até das mais pequenas coisas. »
« AMO-TE APESAR DE TUDO »
« E EU A TI ARIANA »
Nem sabes o quanto eu tive que conter as lágrimas nesse dia, sabendo que eu pus tudo em causa, por medo e o arrependimento que eu sentia, fez com que sentisse raiva e ódio de mim mesma e imaginei o que podia ser de nós, se naquele dia eu tivesse ido contigo para bem longe de tudo, e tinha a certeza que neste momento estaríamos juntos e bem felizes a construir o nosso futuro, a nossa vida. E por isso eu peço desculpa, fui fraca e falhei quando não podia e agora? Agora tenho que aprender a viver com esse mesmo erro e aceitar a tua perda, por mais que me custe.
Mas se queres que te seja sincera, dava tudo para te voltar a ter, porque desta vez te garanto que fazia de maneira diferente, disso eu não tenho nem uma única duvida. Ainda te amo como no primeiro dia, ainda te quero como sempre quis, ainda te sonho todas as noites como se ainda fosses meu.

5 comentários:

Eu mostrei-te um pouco de mim, atreve-te agora a mostrares-me um pouco de ti também.