3 de março de 2010

erros.

 « e é a ti que eu amo, daquela maneira que se ama até morrer. »
Hoje fui fraca e falhei. Deixei de lado o coração e deixei-me levar pela dor no peito, não te soube ter (se calhar nunca o soube). Tive medo, medo que por causa de toda esta distância tivesse que abdicar de ti, que acabasse por dar cabo de nós e de tudo o que construimos e que o amor, esse que era a nossa resistência, deixasse de existir ou então não com a mesma intensidade de antes. E se tu fosses embora, eu sabia que não irias voltar, não da mesma maneira de antes que eu tanto queria, e bem tu sabes quantas foram as promessas de amor que fizemos um ao outro, quantas foram as vezes em que sorria para ti de uma forma tão sincera. Tu sabes, eras o único que me sabia fazer feliz daquele jeito, que me fazia rir histericamente e me amava, amava da mesma maneira que eu te amava.
E não foi preciso muito tempo para eu perceber o valor que tinhas, não foi preciso muito tempo para eu perceber o que significavas para mim e numa só tarde tornas-te um pouco num tanto que eu nunca mais me esqueci. E são muitas as noites que eu passo em claro a pensar naquele nosso momento, que eu penso em tudo o que me dizes e sinto a barriga a tremer como se tivesses ali ao meu lado, que sinto a tua voz no meu ouvido e me dá uma vontade enorme de largar tudo e ir atrás de ti, um abraço teu era tudo o que precisava agora.
E se num dia me fizes-te sorrir e prometes-te que nunca me irias deixar, não o faças agora, fica e não partas, dá-me a tua mão, deixa-me sentir-te em mim e caminha comigo, juntos somos capazes de tudo. Sabes disso, não sabes meu amor?
- eu prometi que a distância não iria dar cabo de tudo, e jamais vou desistir de ti.
- hoje choro mas não faz mal, é sinal que ainda te sinto.
- e um dia hás-de voltar.
- amo-te, e isso ninguém muda.

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