Silêncio absoluto. Ou talvez não. Ouve-se a minha alma a esticar os músculos, espreguiçando-se e a agradecer as merecidas férias que lhe demos, eu e o mundo. Com esta etapa percorrida... Não sei, talvez me dedique aos jogos olimpicos, pois, se tive fôlego para sobreviver a tantas quedas, poderia dar a volta ao mundo num só pé. Inês está bem, eu sei. Mesmo que não exista já, mesmo que não exista alma, ou vida para além desta, em mim, ela está bem. Não é que me tenha livrado de sonhar com ela, mas é que agora os sonhos são coloridos, e as lágrimas, quando me invadem a calma do espírito, não lhes é dada muita importância, porque apenas borratam aquela grande tela colorida que eu pinto no dia-a-dia. Não se pode dizer que não tenha doído mas o que conta é agora, e agora eu sei que aprendi a conjugar a amargura do meu choro com a da cura dos meus olhos verdes, que voltaram a sorrir.
- Ana Macedo.

"eu sei que aprendi a conjugar a amargura do meu choro com a da cura dos meus olhos verdes, que voltaram a sorrir"
ResponderExcluirai esta ultima parte *.*