29 de julho de 2010

« (Será que te lembras ? Já passou um ano.) Lembras-te quando dizias que sexo sem amor não compreendias, eu era o único que te amava mesmo quando tu não te despias. Lembras-te quando fingias que o teu olhar ao meu se rendia, pelos vistos o teu olhar é iman e só não atraiu a aliança que nos prendia. Diz-me para onde foste e o que fizes-te às conchas do teu colar, se as tiveres por aí guardadas, pega agora nelas para as recordar. Explica-me porque o fizes-te, visto que eu morria por ti, apoiava-te tanto na tua vida que até de viver a minha me esqueci. Agora estou fechado vinte e quatro horas num quarto, já não olho o teu retrato porque está rasgado. São esses os pedaços que por vezes ainda os junto, o puzzle traz-me saudade e esperança bem lá no fundo. Parece que quem ama não consegue deixar de amar, por muito mal que nos façam, por muito que o mal custe a passar. Dizem que sou único e que nem as estrelas me merecem, talvez tenham razão ou talvez nem se interessem. Chamam ao amor o sentimento mais bonito, esquecem-se do valor que deve ser retribuído. Por isso não sofras pelo principe que tanto errou, agradece antes ao sapo que contigo nunca falhou. »
- Palavras para quê ?
- Tu amas-me, eu amo-te mas contudo não podemos ficar juntos.

Um comentário:

Eu mostrei-te um pouco de mim, atreve-te agora a mostrares-me um pouco de ti também.