3 de dezembro de 2010

Deixem-me voar, deixem-me ser livre e acompanhar a viagem dos pássaros. Deixem-me pegar nas minhas coisas e sair daqui. Deixem-me fugir, pelo menos por hoje. Deixem-me encontrar a minha alma e o meu coração que andam por aí à deriva. Deixem-me, deixem-me acreditar em algo que não existe. Deixem-me sonhar e viver perante uma ilusão, talvez aí a felicidade seja preponderante. Deixem-me chorar, afinal nada será em vão. Deixem-me correr por onde eu quiser, não me avisem do perigo. Deixem-me arriscar, gosto da sensação de adrenalina que me percorre as veias. Deixem-me respirar o mar, as flores, o calor da cidade. Deixem-me apreciar o horizonte, as pessoas, um simples toque. Deixem-me mudar a rotina, transformar as coisas ao meu ritmo. Deixem-me ter a liberdade de escolher. Deixem-me falar sem medos. Deixem-me ficar com a percepção de que nada ficou por dizer. Deixem-me e aí sim puderei dizer que nada me atormenta.
No entanto, há muita coisa que hoje ainda continua por fazer, por dizer e muitas outras que deixei em suspenso. O suspenso é a calma do meu interior e ao mesmo tempo o que mais me afecta, sei que muita coisa mudaria se não fosse o medo de tentar. Se hoje mudasse o que está de errado, como seria o amanhã ? Diferente, talvez.

- Ninguém me entende, eu não me entendo. Nem eu mesma sei o que me vai dentro desta cabeça, certezas são poucas as que tenho mas só eu sei o que sinto quando te falo, quando te vejo, quando te sonho. Agora, vou remeter-me ao silêncio e à magia das tuas palavras. Um dia a coragem vem, e tudo ficará dito.

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Eu mostrei-te um pouco de mim, atreve-te agora a mostrares-me um pouco de ti também.